HORÓSCOPO INDÍGENA BRASILEIRO

 

ASTROLOGIA DOS ÍNDIOS BRASILEIROS

 Astrologia Indígena Brasileira é um livro que sintetiza a mitologia, os arquétipos, os seres sobrenaturais e os mistérios dos índios. Na versão livro digital (Epub) para tablet, celular, computador e demais... Você paga apenas R$ 10,00 comprando pelo PagSeguro do UOL. Clique no botão e veja mais.


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De 01 a 31 de janeiro

De 01 a 28 de fevereiro

De 01 a 31 de março

De 01 a 30 de abril

De o1 a 31 de maio

De 01 a 30 de junho

De 01 a 31 de julho

De 01 a 31 de agosto

Signo de Sereia
De 01 a 30 de setembro

Signo de Fada
De 01 a 31 de outubro

De 01 a 30 de novembro

Signo de Cegonha
De 01 a 31 de dezembro

HISTÓRIA DO INDIANISMO


     Em 1873, o pesquisador Couto de Magalhães citou pela primeira vez que os índios brasileiros tinham uma teogonia ainda não muito bem organizada que desapareceu com a catequese, com a colonização e com o extermínio em massa dos índios. Em 1970, o pesquisador Marco Aurélio Dias organizou a teogonia geral dos índios brasileiros integrando as figuras mitológicas que possuíam a missão pedagógica e ética de manter o costume verdadeiro. Essa teogonia era constituída de um Deus chamado Tupã (elemento ar, o Espírito, o Espaço, o Nada, o Infinito), uma trindade conhecida como Guaraci (o Sol), Jaci (a Lua) e Rudá (a Terra), e doze divindades menores que auxiliavam a trindade tupi na administração do mundo. Esse vestígio de estrutura teológica é quase que uma cópia universal do modelo de outras tantas teogonias que se espalharam pelo mundo, como a católica. As doze divindades menores que auxiliam a trindade tupi na administração do mundo constituem os doze signos do horóscopo indígena e correspondem aos doze meses do ano. Este é dividido em três casas zodiacais: a casa astral sol, que abrange os meses de janeiro (Veado ou Anhangá), fevereiro (Macaco ou Caapora), março (Boto ou Uauira) e abril (Cobra ou Mboitatá); a casa astral lua, que abrange os meses de maio (Duende ou Saci), junho (Mago ouUrutau), julho (Deusa ou Mboiúna) e agosto (Bruxa ou Uirapuru); e, por fim, a casa astral terra, que abrange os meses de setembro (Sereia ou Mboiré), outubro (Fada ou Caititi), novembro (Dragão ou Mboiarara) e dezembro (Cegonha ou Guanumbi). Sendo que cada mês tem seu elemento regente particular representado pela tônica de sua própria divindade. A casa astral ar é o próprio Criador do universo (Tupã) ou refere-se ao elo de ligação que todas as criaturas têm com Deus ou com o campo unificado da mecãnica quântica. Portanto, todas as criaturas pertencem à casa astral ar. Assim sendo, este horóscopo, mais que um simples sistema de astrologia, está intrinsecamente associado ao corpo teológico e cultural da antiga religião conhecida pelos índios brasileiros.   Entrar no horóscopo

INDIANISMO - DIVINDADES REGENTES


Janeiro - Veado - Anhangá
Fevereiro - Macaco - Caapora
Março - Boto - Uauira
Abril - Cobra - Mboitatá 
Maio - Duende - Saci  
Junho - Mago - Urutau
Julho - Deusa - Mboiúna
Agosto - Bruxa - Uirapuru
Setembro - Sereia - Mboiré     
Outubro - Fada - Caititi  
Novembro - Dragão - Mboiarara    
Dezembro - Cegonha - Guanumbi

Os Quatro Elementos da Natureza


     Os elementos Água, Fogo, Terra e Ar acrescentam características próprias ao modo como cada um caminha na vida, que são as seguintes: 




     Água: Caracteriza na pessoa a emoção, o lado sentimental, a ternura, indicando, também,  sensibilidade, intuição e percepção quanto ao lado espiritual da vida. Possibilita o dom de descobrir e visualizar o lado oculto da natureza e das pessoas. O elemento água tem a tônica do conhecimento prático da vida.





     Ar: Este elemento caracteriza na pessoa o poder mental, a capacidade de argumentar e desenvolver pensamentos, a atividade do intelecto. Normalmente outorga o dom da sabedoria, as elocubrações em torno dos direitos humanos e da ética e facilita a busca de ideologias que visualizam um mundo melhor e mais feliz.




     Fogo: Caracteriza a liderança, o poder de mando, a capacidade de tomar decisões e dirigir os acontecimentos. Favorece temperamentos explosivos, humores instáveis, climas inflamados e de fortes tensões. Instiga na pessoa a vocação para a luta do dia a dia e a busca da vitória nos empreendimentos.




     Terra: Elemento que vocaciona a pessoa para o lado prático e comum da vida, visualizando o que é essencial para a felicidade. Caracteriza a busca do essencial para a sobrevivência e a visão materialista da existência. Favorece o crescimento profissional através da dedicação ao trabalho e aos planos que são estabelecidos como meta a alcançar.

Sobre os Elementos
    O Indianismo ensina que existem três qualidades de povos na terra: as solares, pessoas nascidas na casa astral sol, de janeiro a abril; as lunares, pessoas nascidas na casa astral lua, de maio a agosto; e as telúricas, pessoas nascidas na casa astral terra, de setembro a dezembro, e todas são movidas pelo elemento regente pessoal, que representa o seu modo de caminhar no mundo, e pela sua casa astral, que representa o seu modo de pensar a sua própria vida. Cada mês tem a sua força peculiar oriunda do seu elemento regente. O elemento regente pessoal combinado com o elemento regente dos meses fazem um tipo de combinação que determinam nosso comportamento. Devemos sempre procurar equilibrar os elementos em nossa vida. Ainda hoje é assim, umas pessoas são mais solares, outras mais lunares e outras mais telúricas. 
     Da maneira como o Horóscopo Indígena Brasileiro é elaborado, percebe-se que sempre há uma atenção especial à questão da Casa Astral como referência da cabeça ou modo de pensar e do Elemento Regente como modo de caminhar. Muitas são as pessoas que pensam excelentemente bem, todavia não são práticas na vida diária e não sabem se organizar ou seguir uma meta especificada. Outras há que não sabem pensar mas seguem com êxito e organização qualquer caminho. Da mesma forma, ao analisar as pessoas de cada um dos signos, devemos observar essa combinação de Casa Astral  e Elemento Regente do signo. Se uma pessoa nasce no dia 10 de janeiro devemos observar que ela é de Casa Astral Sol, Elemento Regente fogo e de Elemento do Dia água.

     Outra questão importante no Horóscopo Indígena Brasileiro é que devemos nos completar em termos de elementos para não ficarmos nem muito água, nem muito fogo, nem muito ar e nem execessivamente terra, pois é este o ponto principal do nosso próprio equilíbrio físico e emocional. É preciso, as vezes, combinar moradia, negócios, relacionamentos, etc.

O ELEMENTO TERRA


Elemento que vocaciona a pessoa para o lado prático e comum da vida, visualizando o que é essencial para a felicidade. Caracteriza a busca do normal para a sobrevivência física e a visão materialista da existência. Favorece o crescimento profissional através da dedicação ao trabalho e aos planos que são estabelecidos como meta a alcançar. O elemento terra (ybi) sempre vai direcionar a pessoa para um comportamento conformado quanto a limitação do munto material. Nada de pensar no espírito, mas cuidar da matéria. O lado negativo do elemento terra pode gerar um indivíduo calculista, golpista, interesseiro, que sempre valoriza seus fins egoístas não se importando em usar pessoas do seu relacionamento para obter lucros e vantagens, tornando-se, consequentemente, descrente e frio. O lado positivo do elemento terra é aquele que serve de esteio e base para bons relacionamentos e que visa o lado prático da vida tanto para si quanto para os outros. 

O ELEMENTO FOGO


Caracteriza a liderança, o poder de mando, a capacidade de tomar decisões e dirigir os acontecimentos. Favorece temperamentos explosivos, humores instáveis, climas inflamados e de fortes tensões. Instiga na pessoa a vocação para a luta do dia a dia e a busca da vitória nos empreendimentos. O elemento fogo (ta) dá o poder de empurrar, conduzir, tomar a frente, chefiar. Favorece, contudo, a qualidade do calor humano e do acolhimento. Muitas vezes queima tudo o que encontra pela frente e tem que  começar do zero. O fogo negativo é o que destrói, pela maledicência, a vida dos outros, e queima tudo que está a seu redor. O fogo positivo é aquele que apenas esquenta, aquece e atrai todos para si como quando queremos ficar expostos aos raios do sol ou ao calor de uma fogueira. 

O ELEMENTO AR


Este elemento caracteriza na pessoa o poder mental, a capacidade de argumentar e desenvolver pensamentos, a atividade do intelecto. Normalmente outorga o dom da sabedoria, as elocubrações em torno dos direitos humanos e da ética e facilita a busca de ideologias que visualizam um mundo melhor e mais feliz. O elemento ar (votu) vocaciona a pessoa para pensar novas soluções, descobrir novas possibilidades, estruturar saídas, estudar opções diferentes, elaborar idéias que ainda não tinham sido pensadas. Quanto ao lado negativo do elemento ar, faz a pessoa ficar calculista em relação aos outros, bem como desenvolver planos premeditados para maltratar e prejudicar seu semelhante, e acaba se afundando nessas empreitas. O lado positivo do elemento ar faz a pessoa visualizar o futuro e construir situações que ainda não existiam e que acabam beneficiando todos.

O ELEMENTO ÁGUA


Caracteriza na pessoa a emoção, o lado sentimental, a ternura, indicando, também, sensibilidade, intuição e percepção quanto ao lado espiritual da vida. Possibilita o dom de descobrir e visualizar o lado oculto da natureza e das pessoas. O elemento água (ig) tem a tônica do conhecimento prático da vida, do voluntariado e da utilidade ao semelhante. O lado negativo deste elemento, todavia, pode caracterizar sentimentos de amargura, insucessos profissionais, fracassos amorosos, vida parada e decepções morais. Água positiva é aquela que caminha limpa, desvia dos obstáculos e segue seu rumo perseverante até atingir a meta. Voce pode ser água negativa ou água positiva - a escolha é sua!

PERSONALIDADE DO SIGNO DE CEGONHA


Divindade telúrica regente do mês de dezembro, representante do elemento ar e ministro auxiliar do Deus Rudá, Terceira Pessoa da Trindade Tupi e representante da Casa Astral Terra. Simbolizado pela lua crescente e valendo como uma ave, um anjo, na verdade uma divindade naga ligada ao Deus do Amor, Guanumbi tem como função conduzir e orientar no plano astral as almas recém desencarnadas, pois a tradição indígena diz que as almas das pessoas mortas vão morar primeiro na flor, isto é, entram no plano dos sonhos, e Guanumbi quando beija as flores na verdade não está tirando o mel simplesmente, mas tirando as almas ali encontradas, levando-as em seguida para o paraíso ou para o inferno, de acordo com o merecimento de cada uma. Guanumbi, portanto, tem a função de uma cegonha que leva os mortos para uma nova vida no plano astral. Tem também como função defender as aves e, por extensão, a função ecológica de proteção do espaço contra a poluição. Razão pela qual as pessoas do signo de cegonha fazem bem de observar e absorver a personalidade de Guanumbi, organizando como filosofia de vida a defesa do espaço, do ar, das aves, da proteção e da orientação aos que ainda não possuem um certo discernimento sobre a vida e sobre a morte, servindo como guias. Mandamento de Guanumbi: Não poluir a atmosfera da terra e conduzir as pessoas para um estado de consciência melhor e mais evoluído. Veja mais


PERSONALIDADE DO SIGNO DE DRAGÃO


Divindade telúrica regente do mês de novembro e representante do elemento fogo. Simbolizado pela lua minguante e valendo como uma serpente aérea, alada, na verdade um dragão celeste, Mboiarara preside o reino das salamandras ( entidades habitantes do elemento fogo ) e está a serviço do Deus do Amor, Rudá, ocupando a função de preservar o princípio ativo da natureza, do sexo, da força, da energia geradora da vida, levando a fama de que devora suas vítimas quando estas abusam do princípio gerador da vida. Preserva a fecundidade e a manutenção da vida em todas as esferas. Divindade masculina e dinâmica, espalhando vida e saúde, preside o mês de novembro e confere, como todas as outras divindades auxiliares da trindade tupi, às pessoas que nascem sob sua égide, um pouco da sua personalidade, cuja intensidade varia de acordo com a predominância do dia e das conjunções que as pessoas fazem com as outras pessoas do seu relacionamento. O mandamento de Mboiarara é este: não abusar do princípio ativo do sexo e preservar a fecundidade. O ideal é que as pessoas nativas do signo de dragão imitem sua divindade regente e mantenham uma certa pureza, uma certa castidade e controlem seus instintos, adotando, inclusive, essa filosofia ética. Veja mais

PERSONALIDADE DO SIGNO DE FADA


Divindade telúrica regente do mês de outubro e representante do elemento terra. Simbolizada pela lua nova ou por uma moça de aspecto cândido, a divindade Caititi está ligada ao serviço do Deus do Amor, o grandioso Rudá, a Terceira Pessoa da Trindade Tupi, e tem como principal função preservar a castidade, o amor, a pureza, a sinceridade, enfim a nobreza de alma em qualquer plano,  sobretudo nos relacionamentos da pessoa com a natureza e com o meio ambiente, não deixando a alma perder-se totalmente e preservando os jovens, moças e rapazes da tentação da carne. Ligada ao planeta Terra, a naga Caititi é uma divindade feminina, portanto, como regente do mês 10, outubro, propicia às pessoas do signo de fada os dons femininos da arte, do amor, da caridade, da nobreza de espírito. Tem o seguinte mandamento: Preservar o que há de bom no coração humano, e as pessoas nativas de fada devem pautar sua filosofia, seu modo de vida, pelos traços principais (feminilidade, candura, cordialidade, paz) que marcam a conduta e o trabalho dessa divindade.

PERSONALIDADE DO SIGNO DE SEREIA


Coiré ou Mboiré é uma divindade naga regente do mês de setembro e representa o elemento água. A astrologia brasileira apresenta Mboiré como uma divindade feminina, telúrica, ajudante ou auxiliar do Deus Rudá, a Terra. Figura mitológica indígena representada pela lua cheia ou como uma serpente da lua cheia. A representação mais significativa deste arquétipo mitológico, valendo para o signo de sereia, é a de uma serpente com rosto feminino cuja ponta do rabo enrosca-se na lua e o rosto feminino suavemente encosta na face da Terra. Diz a lenda que nas noites de lua cheia a sereia Mboiré desce do céu e entra em espírito no coração dos homens e das mulheres para fazê-los sentir saudades das pessoas amadas e das coisas boas que foram vividas. Sereia é símbolo das boas lembranças. Tem como função arquetípica despertar no coração humano saudades da pessoa querida e manter acesa a chama do amor. Representa a devoção, a beleza e o despertar do amor. Ligada ao serviço de Rudá, o Deus do Amor e da Fecundidade, Mboiré desperta na humanidade o lado sentimental e puro do sonho da felicidade amorosa. Deve, portanto, a pessoa do signo de sereia, para viver equilibrada, alimentar seus sonhos, envolvê-los com saudade, mantê-los na lembrança e transferindo para eles os seus melhores sentimentos de afeto e carinho. Setembro é o mês da lua cheia, da devoção, da beleza e da sereia. 

PERSONALIDADE DO SIGNO DE BRUXA


Uirapuru ou Uira Payé , pássaro pajé ou ave feiticeira. Divindade lunar regente do mês de agosto e representativa do elemento fogo. O Indianismo apresenta Uirapuru como ministro auxiliar da Deusa Jaci ligado ao trabalho de defesa do meio ambiente, das aves, da arte, do canto e da harmonia. Pelo habitat natural correspondente ao Urapuru, traz a insígnia do elemento ar e também do fogo. O canto do Uirapuru outorga felicidade e fortuna para a pessoa que consegue ouvi-lo, porém é muito difícil de se ouvir, e mais  difícil ainda é ver a ave Uirapuru na floresta, constituindo um privilégio para quem vê ou apenas ouve-lhe o canto. Assim, pois, as pessoas do signo de bruxa ou nativas do mês de agosto devem procurar enriquecer sua personalidade desenvolvendo uma filosofia de defesa e interesse pelas aves em geral, bem como da harmonia na natureza, no meio ambiente, nos relacionamentos sociais, cuja filosofia pode ser traduzida por não violência, tomando como ponto de partida de sua filosofia o mandamento da divindade Uirapuru protetora do mês de agosto: Não destruir as aves e a harmonia. O pesquisador Barbosa Rodrigues relata que o UIRA-PAYÉ - pássaro feiticeiro - é o mais poderoso de todos os seres da fauna mística brasileira (Poranduba Amazonense (1890), Barbosa Rodrigues).

PERSONALIDADE DO SIGNO DE DEUSA


Esta divindade feminina e lunar é ministra da Deusa Jaci, a lua. Mboiúna, uma serpente aquática de cor negra, é considerada a dona das águas dos rios e dos mares, cujas águas estão aos seus cuidados. De tamanho gigante, capaz de engolir uma pessoa inteira, nada muito rápido e tem a capacidade de se transformar em mulher. Representa o princípio passivo da natureza e reina sobre as ondinas. Diz a tradição indígena que pior que encontrá-la é matá-la, pois neste último caso significa a ruína de todas as pessoas que dependem das águas dos rios. Trata-se de uma grande verdade ecológica, pois a destruição e morte de um rio, seja pela poluição, pelo desvio das águas, pela pesca irracional, etc., sempre empobrece a população ligada diretamente à economia do rio poluído. A função de Boiúna é defender as águas dos rios contra os ataques oriundos do homem. Os nativos do signo de deusa devem adotar a filosofia característica da divindade protetora do seu signo. Sempre que Mboiúna mexe, a terra balança, diz a tradição, e isto caracteriza um pouco o temperamento das pessoas do signo de deusa. Este o mandamento de Mboiuna: Não poluir rios, lagos e mares.

PERSONALIDADE DO SIGNO DE MAGO


Esta divindade lunar regente do mês de junho e das pessoas do signo de mago, representa o elemento ar. Segundo o Indianismo, o ministro Urutau é uma divindade auxiliar da Deusa Jaci, e é representado por um papagaio de fogo, o boca de fogo, a ave mãe da lua, que reina sobre a noite, como indica o título "Mãe da lua", pois quem traz a lua é a noite, sendo esta portanto sua mãe. Só que a verdadeira mãe da lua, ou da matéria, é o espírito, Guaraci. Jurutau está ligado ao elemento ar e preside o reino das sílfides, sendo que as pessoas nascidas no mês de junho teriam uma afinidade com trabalhos e filosofias ligados ao elemento ar. O símbolo verdadeiro de Urutau é a noite, o espírito, o silêncio. Tem como função trazer a noite, velar pelo silêncio, pela paz, pelas filosofias ocultas. Segundo um outro ponto de vista, é defensor de todos os animais noturnos.  Está ligado à obra espiritual oculta. Os nativos de mago ou junho podem estruturar sua personalidade pelo modelo de perfil geral da personalidade Urutau. O seu mandamento é este: Não perturbarás o silêncio e não destruirás os animais noturnos.

PERSONALIDADE DO SIGNO DE DUENDE


Ministro da Deusa Jaci, segunda pessoa da Trindade Tupi, e integrante da Casa Astral Lua. O duende Saci representa as influências que sofrem em sua personalidade as pessoas nascidas no mês de maio, regidas também pelo elemento terra. Segundo o indianismo, a divindade Saci auxilia a Mãe Divina (Jaci) no serviço de proteção ao meio ambiente. Saci é aquele que estando perto está longe e estando longe está perto. Também chamado de sem fim, possui o atributo de onipresença local e dirige também o reino dos gnomos. Pequeno gnomo, gênio ou índio de uma perna só ( uma cruz ), protege a vegetação contra os destruidores, contra os que arrancam árvores e arbustos desnecessariamente, acabando com as reservas vegetais. Seria interessante que os nativos do signo de duende passassem igualmente a defender o mundo vegetal e toda a natureza como o ministro da Deusa Jaci o faz, organizando a partir dessa filosofia ecológica o seu principal modo de pensar, adotando, dessa maneira, o cargo que o próprio Saci exerce. A Deusa Jaci,  para quem o saci trabalha, é a criadora do mundo vegetal e da natureza em geral. O mandamento das divindade ecológica Saci, na qualidade de guarda florestal dos índios, é este: não destruir o reino vegetal. Saci prepara inúmeras armadilhas para os destruidores do mundo vegetal.

PERSONALIDADE DO SIGNO DE COBRA


Integrante da Casa Astral Sol, esta divindade solar representa o mês de abril e o elemento regente ar. Mboitatá é aquele que saiu do fogo ou que é nascido do próprio fogo. Trata-se de um fogo que sai do fogo, na forma de uma cobra, para castigar a pessoa que tenta destruir a natureza pelo fogo. Defende a natureza, as florestas, a vegetação, contra as queimadas. Cobra de fogo que sai do fogo e queima por fora o indivíduo causador de um incêndio. A função desta divindade auxiliar de Guaraci pode ser de muita ajuda para a pessoa do signo de cobra que procura aperfeiçoar sua personalidade com semelhante traço de defensora do meio ambiente, defendendo inclusive a vida contra os incêndios da maledicência e do fogo do sexo. A tradição indígena ensina que Mboitatá é uma cobra de contornos fluídicos, plasmada de luz, com dois imensos olhos, lançando um facho cintilante sobre o autor da queimada, como forma de punição, e queimando-o. Câmara Cascudo também registra que Mboitatá protege campos e florestas contra aqueles que os incendeiam. A tônica do ministro Mboitata é a purificação e a busca da perfeição. O mandamento de Mboitatá é não fazer nenhum tipo de destruição da natureza pelo fogo.
     Em 1560, o Padre Anchieta já relatava a presença de Mboitatá no Brasil e escreveu que era muito temido entre os índios.

PERSONALIDADE DO SIGNO DE BOTO


O Indianismo ensina que a divindade solar Uauira está ligada ao serviço de Guaraci, o sol, na forma de um boto defensor dos rios, mares e peixes. Regente do mês de março, Uauira engole suas vítimas quando elas abusam das águas e da fauna aquática. Os nativos de boto podem pautar com sucesso sua personalidade através de uma filosofia voltada para a proteção dos rios, mares e peixes. Devem evitar a passividade do elemento água, buscando a energia da divindade regente, nunca esquecendo que pertencem ao sol e que nele está o fogo de que precisam. Mandamento de Uauira: Não poluir rios e mares e nem destruir a fauna aquática. Significa dinamismo, o éter. Conta a lenda que Tamandaré tinha um filho. Este foi pescar na beira do rio. Era a época da piracema quando os peixes sobem o rio até à nascente para desovar. O boto Uauira, revoltado, apareceu e engoliu-o. Tamandaré mergulhou no rio e procurou o boto. Somente depois de três dias capturou-o e usou as próprias mãos para rasgar sua barriga. Conseguiu tirar o filho ainda com vida. Mas este, ante os olhos espantados da tribo, transformou-se na ave Tincoã, uma ave invisível que faz justiça. Uauira representa o elemento água. Não poluir rios e mares nem destruir a fauna aquática constitui o mandamento da Uauira.

PERSONALIDADE DO SIGNO DE MACACO


Esta divindade solar representa o mês de fevereiro e o elemento regente terra. Tem a forma de um macaco gigante cavalgando em cima de um porco imenso. Ou metade macaco, metade porco. Preside o reino dos gnomos. Tem como principal função defender as florestas e é também ministro de Guaraci, o sol divino, o espírito solar, produzindo alucinações terríveis, verdadeira loucura, naqueles que apenas por maldade derrubam florestas e árvores, e faz com que a pessoa nunca mais ache o caminho de volta para casa se derrubar desnecessariamente árvores na floresta, como de fato aconteceu com os atlantes que até hoje nunca mais acharam o caminho de volta para casa, pois a casa deles afundou no oceano. Caapora tem a tônica da luta pela preservação da natureza, da evolução, do trabalho. Os nativos de fevereiro e do signo de macaco devem adotar a personalidade desse ministro de Guaraci e procurar desempenhar no planeta Terra uma função semelhante, defendendo as árvores, a floresta, o verde. O mandamento de Caapora é este: não destruir as florestas e a vegetação do planeta Terra.

PERSONALIDADE DO SIGNO DE VEADO


Esta divindade solar regente do mês de fevereiro é representada por um veado branco com olhos de fogo, estando à serviço de Guaraci, o sol, a Mente Universal, a Primeira Pessoa da Trindade Tupi, e tem como principal função proteger os animais em fase de aleitamento e gestação, contra os caçadores, e, na mitologia tupi, aquele que matasse uma paca barriguda ou um porquinho em fase de amamentação corria o risco de ser perseguido pela divindade Anhangá ou de simplesmente encontrar Anhangá na floresta, e os olhos vermelhos do veado de Guaraci, lançando faíscas, produziam febre interna no caçador e no malvado que matava um animal pelo simples prazer de matar. Dessa forma, o ministro Anhangá era um mandamento ecológico na floresta que os índios respeitavam e, consequentemente, preservavam a fauna.
     Anhangá é uma representação da natureza revoltada contra a humanidade que destruiu a antiga Atlântida provocando o desequilíbrio ecológico. O Indianismo propõe a tônica de Anhangá como proteção, maternidade, atividade, reprodução, sendo que, historicamente, este signo de veado representa bem a missão que Tamandaré desempenhou de protetor do meio ambiente ao introduzir na filosofia de vida dos índios a ecologia. O veado branco com olhos de fogo serve como figura da natureza revoltada, da ira divina e da missão de Tamandaré. Representa a queda da Atlântida e a missão criadora que todos os nativos de veado devem desempenhar na vida.
     Os nativos deste signo podem e devem adotar a filosofia dessa divindade, tornando-se defensores não só daqueles animais em fase de gestação e aleitamento, mas de todos os animais, assumindo, dessa forma, na Terra, um cargo de ministro de Guaraci, o Deus Sol. Mandamento de Anhangá: não matar os animais, principalmente os animais em fase de aleitamento e gestação.
     Anhangá representa o elemento fogo.